sábado, 5 de outubro de 2013


"Você pode enganar o mundo com um sorriso. Pode enganar o seu coração com outros toques, outros corpos, outros abraços. Você pode até enganar os amigos com uma falsa alegria... Mas jamais enganará a si mesmo quando encarar seus olhos.
Então, não queira ser forte. Pelo menos, não o tempo todo... Não tente suportar além do que é capaz. Não tente ser o que não é. Jogue fora... Se derrame, se desague... Se liberte.
Se permita ser quem é, se permita sentir... Se permita levar, se reinventar. Se descobrir. 
A vida não é assim tão curta ao ponto de ser tarde demais para você mesmo."
Thais Mozer


Todos os anjos passeiam pela noite
Soprando-lhe sonhos lindos..
Vigiando teu sono...
E eles acariciam tua pele..
Pra curarem todo seu cansaço,
Sussurram lhe palavras de coragem..
Pra te ajudarem a ter forças,
Conduzem teus pensamentos..
Para planejar tuas tarefas...
Jorram-lhe muita paz em tua alma..
Para enfrentar tua missão..
E quando o dia nasce..
Eles adentram teu peito..
E ficam bem quietinhos..
Cuidando do teu coração.

Sirlei L.Passolongo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013


Há dias em que duvido da minha própria sanidade. Que penso que tudo aquilo que vejo não passa de uma mera realidade distorcida. Que modifico a meu bel-prazer. Que pinto da cor que mais gosto. Que escolho ver da forma que quero e prefiro não olhar para o que não me convém.

Há noites em que duvido da minha própria sanidade. Noites em que dos dias vem a saudade. Noites em que duvidamos de nós próprios e do nosso ponto de quebra. Noites em que apenas não sabemos. Mas sabemos. Noites em que falta o ombro e o beijo. O olhar e o colo.
Há dias assim. E noites também.
In Gosto de ti, e então?

No silêncio que a noite impõe
Segredam-me, íntimas gotas de poesia
Que escrevem nas folhas do meu diário
A languidez das horas aladas.

Na escuridão do insondável
Buscam minhas mãos o mistério
E imprimem, no chão frio do tempo
Os ermos parágrafos do viver.

Acendo o fogo na intimidade das coisas
Olho o sentido das nuvens, a espuma das marés
Escrevo o repouso que as noites ditam.

Fecho os olhos e, calmamente, no ondular breu
Deixo-me morrer no infinito que me adormece
Nos parágrafos do anoitecer.


Cecília Vilas Boas

E eu te ouvi,

te abracei, enxuguei tuas lágrimas,
te apoiei e te dei forças para seguir adiante.
Mas quando era meu coração que sangrava,
e meus joelhos que dobravam,
eu chorei só...
Augusto Branco



"Esta nossa chamada vida, não é mais do que um círculo que fazemos de pó a pó: do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o círculo maior, outros menor, outros mais pequeno, outros mínimo: De utero translatus ad tumulum: Mas ou o caminho seja largo, ou breve, ou brevíssimo; como é círculo de pó a pó sempre e em qualquer parte da vida somos pó. Quem vai circularmente de um ponto para o mesmo ponto, quanto mais se aparta dele, tanto mais se chega para ele: e quem, quanto mais se aparta, mais se chega, não se aparta. O pó que foi nosso princípio, esse mesmo e não outro é o nosso fim, e porque caminhamos circularmente deste pó para este pó, quanto mais parece que nos apartamos dele, tanto mais nos chegamos para ele: o passo que nos aparta, esse mesmo nos chega; o dia que faz a vida, esse mesmo a desfaz; e como esta roda que anda e desanda juntamente, sempre nos vai moendo, sempre somos pó."
Padre António Vieira

domingo, 1 de setembro de 2013

sinto-me cansada...
cansada de me estar sempre a preocupar com os outros...
cansada de viver... cansada de sentir...